segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Incompetente, Temer detonou o Golpe dos Marinhos, Moro e tucanos, por Alexandre Tambelli.



por Alexandre Tambelli
O Plano inicial da Globo, Lava-Jato e tucanos (e seus aliados de Golpe estrangeiros: financiadores em solo americano, as 7 irmãs do Petróleo e os neoliberais radicais do mercado financeiro) foi colocar o Temer para fazer o serviço - ofereceram a ele a tal da "Ponte para o futuro" e ele aceitou - ao qual o PSDB não iria sujar as mãos para implementá-la, queriam apenas que os tucanos recebessem o “serviço sujo” pronto e posariam diante das câmeras da Globo & velha mídia como os ILIBADOS, com a indignação dos salvadores da pátria, apenas, pós estes fatos concretos se consumarem:
Venda da Petrobrás, entrega do Pré-Sal as 7 irmãs do petróleo, destruição da CLT e a Previdência do caos e a joia do Golpe: 20 anos de congelamento dos gastos públicos como sonha o ultraneoliberalismo (o pilar máximo do golpe: 20 anos de controle do orçamento público brasileiro pelo Mercado).
Temer faria o “serviço sujo” e os tucanos assumiriam o Poder em seguida nas eleições de 2018 sem a ruptura constitucional da Eleição Direta. Temer e seus aliados mais próximos do Golpe dentro do PMDB seriam poupados da Lava-Jato em troca da entrega do serviço sujo, encheriam os bolsos de dinheiro sem serem importunados pela Justiça e pelos meios de comunicação da velha mídia.
E o PSDB assumiria o discurso de que iria consertar as “barbaridades” cometidas por Temer. Discurso todos fazem, certo? Os únicos virgens na Lava-Jato salvariam o Brasil caótico deixado por Temer e os anos de PT no Governo Federal.
Globo & Cia. + Lava-Jato seriam o anteparo contra a sociedade organizada e para a bestialização do brasileiro médio. Enquanto Temer faria o “serviço sujo” a dobradinha: Marinho e Moro se encarregariam de distrair o povo brasileiro com prisões espetaculares de políticos sem foro privilegiado, com a iminente prisão de Lula e a impugnação de sua candidatura em 2018 abrindo espaço para que só o PSDB tivesse um candidato forte para concorrer na próxima Eleição presidencial.
Tomariam o Poder - Globo, Moro e tucanos em 2018 via “Eleição Direta”, sem precisar pensar no Golpe dentro do Golpe e na destruição da soberania popular.
A Lava-Jato, ao mesmo tempo em que blindaria Temer e seus aliados mais próximos, alçados a ministros de Estado, serviria de Poder Coercitivo contra o Congresso Nacional.
A cada tentativa de ser, um pouco que seja, menos a favor dos interesses do trio: Marinhos, Moro e PSDB se jogariam nos jornais, revistas e telejornais ameaças e/ou assassinatos de reputação contra parlamentares e membros do Executivo que assim procedessem. Desengavetariam processos na Justiça para mostrar quem “manda”.
Acreditaram ter um Poder Supremo, que estaria protegido de todas as balas que pudessem ultrapassar o vidro blindado dessa fantasia de se crerem maiores que a Sociedade como um todo, de se sentirem os donos da sociedade.
A paranoia do neoliberalismo, a crença de que ele seria a solução para tudo os fez cegos. A economia degringolou de vez e os indicadores sociais fluíram para uma situação de perda generalizada de dinheiro e consumo dentro da classe trabalhadora, sem contar que o desemprego chegou com toda força e cresce dia a dia.
E o pior, Temer reproduziu seu universo particular dentro do Governo, o PMDB de Cunha, Temer e os demais da camarilha dos seis, agora, eram os próprios comandantes do cofre do País. E, a mágica da retomada da economia e do fim da corrupção não se deu.
Esperar competência para gestão de um país continental como o Brasil da camarilha dos seis é querer demais, certo? Eles são homens de negócios que beneficiem a si próprios, não tem a mínima ideia do que seja gerir um Executivo das dimensões do brasileiro.
Com Temer e a camarilha dos seis o discurso oligopólico do Impeachment - corrupção e má-gestão da economia ruiu em três tempos e Temer foi o responsável por deixar nus: Globo, Lava-Jato e tucanos.
Eis que a condição básica: competência política de quem assume o Poder, a mais elementar condição do Golpe, foi esquecida e ele implodiu.
Eles não sabem mais como controlar a narrativa e como manter o Projeto 2018 em andamento.
Vão arriscar Globo, Lava-Jato e tucanato de esse Congresso eleger o Presidente por via indireta em 2017?
Vão acreditar que o Congresso vai entregar de mão-beijada para o PSDB o bastão da Presidência?
Claro que não dará certo. Não há credibilidade para esse Congresso eleger por via indireta um Presidente do Brasil e nem a possibilidade de se garantir que o candidato do trio vença. Esse Congresso é o mais implicado com a Justiça e atos ilícitos da História. 
Ai é que entra a ideia de colocarem o Temer na parede. Temer fica Presidente e entrega os cargos da área econômica diretamente ao PSDB. Sai Meireles entra Armínio Fraga.
É o puxadinho da casa, quando não se tem mais controle da situação, se faz um remendo, certo?
Na verdade, a planilha do Excel do Golpe foi destruída, igual o Power Point do Dallagnol.
As variáveis começaram a aparecer com força, destruindo a exatidão da Tese inicial que foi perdendo a chance de ser implementada. A implosão da fantasia do Golpe sem tirar eleições diretas em 2018 veio mais rápido do que se esperava.
Temer não entregou o País da Redenção e não entregou o Paraíso à classe média e médio-alta tradicionais. Até elas tendem a abandonar o barco. Tanto é que o 4 de dezembro nas ruas foi pequeno em tamanho e da extrema-direita apenas. A turma do verde-amarelo com Globo News e tudo não foi para a Paulista em quantidade mínima para ser notada.
O trio: Marinhos, Moro e tucanos estão mais perdidos que cego em tiroteio, até acenando como solução, se o descontrole os ameaçar por completo, uma nova Eleição Direta antes do tempo previsto, através do seu Porta-Voz sênior: FHC.
Não querem morrer abraçados com o Temer e a camarilha dos seis.
Eis o que o trio produziu com o Golpe de Estado praticado contra a Presidenta honesta e legitimamente eleita:
O Congresso se rebela contra o trio, os procuradores se rebelam contra o Congresso e o Executivo já não tem mais nenhuma respeitabilidade social e institucional, virou apenas uma formalidade de cargos.
Ninguém mais se comunica. Agora, se quer ganhar no grito e na pressa, antes que alguém de outro Poder lhe passe a perna.
Temer acabou produzindo o impensado: desnudou Globo, Moro, tucanos e o Projeto Neoliberal ao mesmo tempo.
A “Ponte para o futuro” deu marcha à ré!
E, agora, temos a chance de nos reorganizar e retomar o Poder para um Projeto Soberano, desenvolvimentista e com Justiça Social no Brasil; claro que se as picuinhas das esquerdas e dos defensores dos interesses nacionais forem deixadas de lado.
Um grande pacto nacional pode nascer. Outro Brasil pode ser forjado com sucesso.
A Globo, a Lava-Jato e o tucanato, se formos competentes, perderão aos poucos.
Moro não foi alçado Herói nacional no 4 de dezembro: esta a grande notícia do final de ano de 2016.

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