Marcadores

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

SOCIOLOGIA - TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO - AULA 04 - BIMESTRE III - 26 e 30 DE AGOSTO DE 2019

Resultado de imagem para violência de gênero

AULA 4 – RELAÇÕES DE PODER E COMPORTAMENTO.

1) O lugar do homem e da mulher na sociedade determinam as diferenças sociais entre os estes indivíduos. Surgem daí, por exemplo, as relações de dominação com base no gênero, como o Patriarcado: Forma de organização em que as mulheres se submetem aos homens e os jovens aos mais velhos.

2) Graças a valorização do Indivíduo na Sociedade Moderna, cada vez mais há um choque entre as identidade consideradas pessoais e os comportamentos assumidos como padrões pré-estabelecidos e herdados em sociedade.

3) É comum ver o homem como arquétipo (figura) ligado ao poder e força, e a mulher a fragilidade e subordinação, mas isso não tem nenhuma comprovação biológica que a embase. Tudo isso é fruto do modelo de patriarcado ao qual estamos submetidos sem nos darmos conta. O patriarcado, contudo, passou a ser reconhecido e questionado a partir dos movimentos sociais identitários da década de 70.

4) A Divisão Social do Trabalho também é uma Divisão Sexual do Trabalho, sob essa ótica, que faz com que mulheres levem desvantagem nesse modelo patriarcal, ganhando menos do que os homens em qualquer atividade, comprovado estatísticamente. Tal diferença socioeconômica vem sendo duramente atacada por movimentos sociais, como manifestação explicita de formas de opressão: a familiar e do mercado de trabalho.

5) Os Estudos “Queer”: A questão LGBT produziu esse conhecimento sobre como a sociedade se comporta e reage em relação ao que ela denomina como “comportamento estranho”. Foulcault é um filosofo, por exemplo, que questiona o conceito de normalidade dentro da prática sexual usando dados históricos: Os gregos antigos não tinham uma palavra para definir o homossexual porque a prática homossexual não era considerada anormal, à época, por isso não precisava ser classificada. O Homem grego era livre do ponto de vista de sua prática sexual e isso não podava de forma alguma construção dos seus gêneros. Foi com a Reforma Protestante que as ideias de pecado e imoralidade marginalizaram práticas sexuais históricas, porque não "poderiam fazer parte" da chamada família tradicional burguesa.

6) Hoje em dia, a família patriarcal e a Igreja tem um peso muito grande na construção da identidade de gênero, umas vez que reproduz valores da família tradicional, e exclui tudo aquilo que não faz parte do considerado “normal”. Esse padrão cultural gera violência contra LGBTs, através da homofobia e transfobia, e contra Mulheres, através do feminicídio. 

SOCIOLOGIA - SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO - AULA 04 - BIMESTRE III - 30 DE AGOSTO DE 2019


 Resultado de imagem para mundo do trabalho

AULA 4 - O MUNDO DO TRABALHO PARA A SOCIOLOGIA.

1)      A palavra trabalho vem do Latim tripalium que se refere a um antigo instrumento de tortura, de forma que historicamente se conferiu valor negativo ao trabalho. Durante a Idade Média a Igreja perpetuou esse significado dividindo a sociedade entre os que guerreavam, os que oravam e os que trabalhavam. Na Idade Moderna o trabalho passou a ser visto como forma de dignificar o homem, com a ascensão das relações burguesas.

2)   Atualmente a precarização sistemática do trabalho e de todo os instrumental legal que é relativo aos direitos do trabalho como o crescimento da terceirização e do emprego informal gera incertezas.

3)      Os Sociólogos clássicos pensam o trabalho da seguinte forma:

- Karl Marx: O universo do trabalho ajuda a compreender a vida social. A divisão da sociedade em classes é espelho da divisão social do trabalho: Quem é o dono ou não dos chamados meios de produção tem o controle das relações de trabalho. Três coisas definem o trabalho: 1) Força de trabalho (humana), 2) Objeto de Trabalho (matéria-prima), 3) Meio de Trabalho (instrumentos). A mercadoria é produzida pelo trabalhador, mas é propriedade do "dono", este vende a mercadoria e fica com o lucro total, e só repassa ao trabalhador o valor da mão-de-obra dele, negando o lucro sobre a mercadoria produzida por ele. O nome disso é mais valia. A mais-valia é o mecanismo utilizado para obter lucro. Existem dois tipos: A absoluta e a relativa. O trabalhador não se dá conta disso, sendo submetido a uma alienação.

- Max Weber: Para ele o capitalismo e as relações de trabalho atuais tem origem na ideologia protestante religiosa. Ele dá uma interpretação cultural das relações de trabalho e do papel do trabalhador. O surgimento do protestantismo transformou o trabalho em um instrumento de salvação da alma. Dessa forma toda tentativa racional (trabalho) de se chegar ao lucro no Capitalismo tem subentendido uma forma de negação do prazer e das atividades impuras para se atingir a idealizada salvação. O trabalho é visto sob uma ótica religiosa pela sociedade. O trabalho passa a ser uma vocação. A diferença entre ricos e pobres no Capitalismo caberia a existência pessoal dessa vocação.

- Émile Drkheim: Para Durklheim, a intensa Divisão Social do Trabalho é essencial para manter a sociedade unida. O trabalho é o meio de consolidação da chamada solidariedade (elemento que harmoniza a sociedade e não nos joga de volta a barbárie) em qualquer sociedade, seja antiga, seja atual. Existem dois modelos de solidariedade: A mecânica, típica das sociedades antigas, ligadas as tradições, costumes, etc. E a orgânica, típica das sociedades modernas onde há maior divisão de trabalho e diferenças culturais entre indivíduos. Quando não há coesão social, ou seja, se a Divisão social do trabalho não faz a sociedade ficar harmônica, gera-se um período de anomia (ausência de regras). Segundo Durkheim, isso ocorre porque as Instituições Sociais (Justiça, Polícia, Estado, Igreja, etc.) não estão funcionando bem.


SOCIOLOGIA - PRIMEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO - AULA 04 - BIMESTRE III - 30 DE AGOSTO DE 2019


Resultado de imagem para INTERAÇÃO SOCIAL

AULA 4 – SOCIALIZAÇÃO

1)      Socialização é o processo de transmissão de códigos culturais de um grupo social aos indivíduos que delem fazem parte, mais novos, integrando-os à medida que interiorizam as informações recebidas. Inicia-se com o nascimento e prolonga-se durante toda a vida, manifesta-se institucionalmente através da Educação. É a realidade vivida passada através da interação social na sociedade. Existem dois níveis de socialização:

- Socialização primaria: Feita através de contatos diretos, com alto grau de afetividade, dentro dos núcleos familiares em sua maioria.

- Socialização secundária: Iniciada no final da infância e continua por toda a vida. É feita por pessoas sem grau de afetividade, como no trabalho, escola, ou por instituições educacionais.

2) Os meios de comunicação hoje são considerados os agentes de socialização com mais influência, seguidos pelas chamadas instituições sociais tradicionais como a Família, a Religião, O casamento, a Escola, etc.

3) As Instituições Sociais não são estruturas materiais ou organizações sociais formais. Entende-se como padrões de comportamento, normas e ações sociais que se aplicam aos indivíduos. São amplamente aceitos e estáveis, criados para atender necessidades criadas por agrupamentos urbanos.

4) Grupo Social: Conjunto de indivíduos formado por meio de interesse, práticas e valores compartilhados como as famílias, os estudantes, os trabalhadores, etc. As tribos urbanas são exemplos de grupos sociais. Podem ser primários, quando os contatos são íntimos e afetivos, ou secundários, quando os contatos são impessoais e baseados em regras formais. Os intermediários são considerados um misto dos dois.

5) Interação Social: É o que promove as trocas culturais e mantém uma sociedade funcionando, é o conjunto de influências recíprocas desenvolvidas entre os indivíduos e entre estes e os grupos sociais. Podem ser de cooperação, competição (quando o outro indivíduo ou grupo é um adversário) e conflito (quando o outro indivíduo ou grupo é um inimigo).

6) Toda interação social que se produza na sociedade entende que os indivíduos ocupam determinadas posições de prestígio e poder diferentes, e se valem dessas posições para gozarem de privilégios e responsabilidades. Damos o nome de Status a esse fenômeno. Podem ser considerados: Legal (determinado por lei), Social (determinado fora da lei), Adquirido (determinado por mérito pessoal) e Atribuído (determinado por outrem).

7) A cada posição de status há maneiras de agir e de se relacionar socialmente, sujeito a sanções. O nome disso é Papel Social. Cada mudança de Status, mudam-se os papéis sociais.

Amazônia na guerra criptografada: bomba semiótica do "Sim!" e a vidraça quebrada, por Wilson Roberto Vieira Ferreira

 quarta-feira, agosto 28, 2019  Wilson Roberto Vieira Ferreira



Enquanto a esquerda “campeã moral” vive mapeando arrependidos que deixaram de apoiar Bolsonaro, a “esquerda namastê” (com luxuoso apoio do programa “Papo de Segunda” do canal GNT da Globo) comemora a “diluição da polarização” ao ver a atriz Maitê Proença nos protestos contra a queima da Amazônia, ao lado de Caetano Veloso e Sônia Braga. Desarmada intelectualmente, a esquerda não consegue decodificar a criptografia da atual guerra simbólica, dentro do redesenho da geopolítica do aquecimento global na qual a Amazônia torna-se o principal alvo dos países ricos. Com a questão ambiental tornando-se foco da grande mídia, as manifestações começam a dançar a música tocada pela Guerra Híbrida: a “bomba semiótica do Sim!” e a tática da “vidraça quebrada” – como criar consenso imediato numa estratégia de terra arrasada intencionalmente criada pelo Governo para a opinião pública aceitar no futuro a intervenção externa. Se quer vender a bomba, em primeiro lugar deve vender o medo. 

Causou repercussão nas redes sociais e blogs progressistas fotos e vídeos da atriz Maitê Proença em manifestações no Rio de Janeiro contra Bolsonaro e a destruição da Amazônia, ao lado de figuras como Caetano Veloso, Sônia Braga e Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente do governo Lula.
Maitê foi aquela atriz da Globo que invocou os “machos selvagens” para apear do poder a então presidenta Dilma Rousseff, além de franquear apoio à candidatura Jair Bolsonaro (“ele é autêntico”, dizia), além de ter sido cotada a ministra do Meio Ambiente pelo próprio capitão da reserva. Por isso, causou frisson ao aparecer em protestos ao lado de comunistas e progressistas.
Para aquela esquerda que se considera campeã moral, ela é mais uma arrependida tardia. Para a chamada “esquerda namastê” (cujo termômetro é o programa da GNT “Papo de Segunda” que estimula esse tipo de esquerdismo que a Globo adora), uma evidência positiva de que a polarização política do País estaria “diluindo”, como comemoraram nessa segunda o ator João Vicente e o filósofo Chico Bosco.
Mas o discurso da atriz no Instagram para justificar sua presença na manifestação foi emblemático: 
A marcha pela Amazonia foi linda! Foi de união. Foi solar e amorosa. O mundo repercutiu as imagens. Não havia a chatice binaria. O foco era a #Amazonia e era o planeta. Manifestantes gritaram suas palavras de ordem, como sempre acontece em qq ato popular. Pq o pensamento é livre, independente, e não tem so dois lados. As grandes causas precisam da voz de todos q se importam”. 
Como esse humilde blogueiro vem insistindo, Bolsonaro é previsível e está seguindo à risca aquilo que prometeu: “antes de construir é preciso destruir muita coisa”, vaticinou. O que é assustador é o misto de ingenuidade e teimosia da esquerda, intelectualmente desarmada para decodificar a guerra semiótica criptografada dentro da qual se encontra hipnotizada. 
Ainda está à espera de um Alan Turing capaz de quebrar o “Código Enigma” de uma guerra simbólica que embaralha eventos e informações num caos de dissonâncias que ocupa diariamente a pauta da grande mídia.


A viragem da grande mídia

Mas antes de voltarmos ao sintomático discurso da atriz global, vamos a algumas outras evidências.
Nesses oito meses de destruição sistemática guiada pela agenda econômica neoliberal, manifestações de rua contra a Reforma da Previdência ou em protesto contra os cortes na Educação resultaram apenas em “marolas” que apenas atiçaram as milícias digitais e a guerra culturalista da direita. 
Enquanto a oposição parlamentar sequer convoca o povo para ir às ruas.
Manifestações de rua pela “Educação” e contra “Reformas” são tidas como “partidarizadas” para a opinião pública. Porque organizado por organizações sindicais e estudantis.
 Porém, a guinada começou no dia 19/08 quando a tarde virou noite do Estado de São Paulo. Resultado do “rio voador” de fumaça soprada das queimadas amazônicas. De início, e como sempre, a grande mídia iniciou a blindagem dos acontecimentos relatando tudo como um fenômeno natural, dentro dos blocos de meteorologia e previsão do tempo dos telejornais. 
Até o instante em que o presidente da França Emmanuel Macron convocou os países do G7 para discutir a “emergência na floresta amazônica”.
Repentinamente, a grande mídia deu uma virada e transformou o tema na pauta principal das manchetes e escaladas televisivas. E passou a dar destaque às bravatas e retrocessos do discurso presidencial.

Tarde paulistana virou noite: para mídia, queimadas amazônicas eram um fenômeno meteorológico...

O curioso é que, apesar dos escândalos no Governo Bolsonaro crescerem em escala exponencial (denúncias de milhões de reais movimentados por laranjas do PSL, conexões dos filhos do presidente com milicianos suspeitos de matar Marielle Franco, nepotismo, enterro da Lei de Acesso da Informação, ataques a jornalistas, cala-boca no Coaf  etc.), parece que somente a questão da crise do meio ambiente (crise anunciada desde a campanha eleitoral e a nomeação do advogado Ricardo Salles para a pasta de Meio Ambiente) poderá ser capaz de se transformar em fator mobilizador de manifestações e protestos mais intensos.
E, somente, a partir do momento em que a grande mídia transforma a questão em uma agenda, a agenda ambiental.

A bomba semiótica do “Sim!”

E aí voltamos ao discurso da atriz Maitê Proença. Um discurso repleto de positividade com expressões como “solar” e “amorosa” oposta à “chatice binária” ou a questão ambiental que “não tem só dois lados”.


Estamos diante daquilo que em postagem anterior chamávamos de “bomba semiótica do Sim!” - estratégia linguística surge da tática da busca dos “temas globais de consenso”: temas de fácil adesão, porque ninguém pode dizer “não!”. Porém, são temas colocados de forma fragmentada, descontextualizada e, principalmente, despolitizada – clique aqui.
Falar sobre preservação do meio ambiente cria consenso instantaneamente na opinião pública. Quem pode ser contra a uma agenda tão “do bem”? Claro, Jair Bolsonaro!
E por que? O mandatário tem vários motivos, sejam ideológicos, midiáticos ou táticos dentro da sua estratégia de guerra criptografada.
Primeiro, porque arregimenta suas milícias físicas e digitais, sem falar nos 30% do eleitorado de extrema-direita que o apoiam incondicionalmente. Minoritários, mas capazes de fazerem muito barulho e atos violentos. 
Ser contra a agenda ambiental é lutar contra o politicamente correto e os globalistas, todos produtos conspiratórios da esquerda. Combater o “mi-mi-mi” ambiental é defender a pátria dos comunistas internacionais que pretendem colocar as mãos em nossas riquezas. Isso é o seu discurso para elevar o moral da sua tropa.
Segundo,  ocupar diariamente a pauta midiáticas com informações desconexas, contraditórias, com muitas idas e vindas: afirmar que as queimadas são naturais e que as fotos de satélites da NASA são manipuladas; depois admitir a catástrofe, mas que não aceita ajuda externa; depois admitir a ajuda financeira do G7, desde que Macron peça desculpas por ele ter supostamente ofendido sua esposa... depois, denunciar uma conspiração das ONGs  por deliberadamente tocarem fogo na floresta: “no dia em que eu demarcar as terras indígenas os incêndios acabam!”, acusa Bolsonaro.


A “vidraça quebrada”

Essas constantes mudanças têm um evidente tom criptografado que nos conduz ao terceiro motivo, tático: criar o efeito da “vidraça quebrada” – jogar a pedra na vidraça, sair correndo, bater na porta da casa atingida para vender um alarme anti-roubo. 
Em outras palavras: criar o fato consumado (a incapacidade de o País lidar com a questão amazônica) para, definitivamente, criar condições para a intervenção externa. Com o apoio da opinião pública, sob o efeito da explosão semiótica da bomba do “Sim!”.
Convém lembrar que há muito Bolsonaro vem defendendo a entrega da Amazônia para exploração a um país mais “competente”: os EUA – “hoje em dia a Amazônia não é mais nossa... pelas suas riquezas, biodiversidade... por isso devemos nos aproximar de países democráticos com poderio nuclear como os EUA... para explorar com parceria...”, afirmou em 2016 – clique aqui.
Também convém, mais uma vez, citar Paulo Nogueira Batista, economista ex vice-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS:
O de abrir o flanco, no médio prazo, para uma intervenção estrangeira no Brasil. Isso pode soar alarmista (...) não podemos, de forma alguma, perder de vista a importância que se atribui no exterior à questão ambiental e, em especial, à Amazônia. E nessa atenção que a Amazônia recebe há uma mistura perigosa de preocupações legítimas, relativas a repercussões climáticas globais, com a tradicional cobiça das grandes potências pela vasta reserva de recursos naturais valiosos e crescentemente escassos que temos na região Norte do País. (“Brasil em Perigo”, Jornal GGN, 12/08/2019 – clique aqui).
No redesenho da geopolítica atual pela questão do aquecimento global, desde a guerra híbrida que atingiu o Brasil para a derrubada dos governos trabalhistas, o País vem sendo alvo preferencial dos interesses dos países ricos.
Principalmente quando sabemos que uma das decisões da recente reunião do G7 foi preparar uma Conferência Internacional sobre a Amazônia, a se realizar no outono do Hemisfério Norte.
Sob o discurso da soberania e da Pátria acima de tudo, o governo Bolsonaro é essencialmente entreguista. Como um militar que vive danaguerra, ele só pode existir e respirar numa atmosfera de permanente beligerância e mobilização. Por isso, ele e a elite que o apoia pela agenda neoliberal, nutre um profundo ódio pelo País. Que considera cronicamente inviável por razões históricas, étnicas, raciais e genéticas.


Por isso Bolsonaro somente governa para sua própria família, milícias e incita a radicalização para ter apoio das hostes do extremismo de direita. Ele adota a estratégia sobrevivencialista de terra arrasada: somente quer saber dos seus, porque o resto já está perdido.
Essa guerra criptografada não é um know how bolsomínio. Seria exigir demais da mentalidade da caserna nacional. É o modus operandi alt-right, diretamente vindo dos EUA. 
Enquanto a esquerda namastê e aquela que se acha campeã moral não perceberem que estão dançando a música tocada pelo clã Bolsonaro (a bomba semiótica do “Sim!” e a tática da “vidraça quebrada”), mais uma vez o tic-tac do mecanismo posto em ação desde as “Jornadas de Junho” de 2013 continuará preciso, sem falhas.
A esquerda deve, isso sim, aproveitar a oportunidade de um tema tão consensual como o meio ambiente ter sido colocado na pauta da grande mídia e politizar os discursos das manifestações para serem menos “solares” e “amorosos”.
A esquerda campeã moral até vislumbra a possibilidade de um impeachment de Bolsonaro pela absoluta improbidade administrativa do Governo lidar com a questão amazônica. Esse é o permanente wishful thinking paralisante da esquerda.
Talvez deveria prestar mais atenção ao que tem a dizer o grupo anônimo de ativistas franceses, o chamado “Comitê Invisível”: “Não se trata de derrubar um governo, mas de tornar um país ingovernável” – leia Motim e Destituição Agora – Comitê Invisível, N1 Edições – clique aqui
E deixar de sempre apenas falhar melhor.

Guerra criptografada: capas da Piauí, temores da Globo e Míriam Leitão e trolagem do livro em branco, por Wilson Roberto Vieira Ferreira




Editorial de “O Globo” acusa que Bolsonaro é um “risco para o País”. Ao mesmo tempo, para a jornalista Miriam Leitão, Bolsonaro é um “empecilho para a retomada econômica”. A capa da revista Piauí satiriza os dons de chapeiro de Eduardo Bolsonaro que o “credenciam” a ser embaixador nos EUA. Enquanto isso, as esquerdas se assanham, achando que a “ficha tá caindo” na grande mídia que, desesperada, tentaria se descolar de uma figura tóxica. Simultaneamente é lançado o filme “Eu Sou Brasileiro”, drama de “superação” e autoajuda com muitos atores globais, protótipo do tipo de filme que Bolsonaro quer ver a Ancine fomentar... São instantâneos da atual guerra semiótica criptografada que, como de costume, as esquerdas não conseguem fazer uma leitura, a não ser aquela que a grande mídia e Bolsonaro querem que elas façam. Mas há sinais de inteligência semiótica que as esquerdas deveriam prestar atenção: a trolagem do livro “Por Que Bolsonaro Merece Respeito, Confiança e Dignidade?”, com 198 páginas em branco.

Em editorial do jornal O Globo publicado nessa quarta-feira intitulado “Descontrole de Bolsonaro afeta relações externas” (14/08/2019), o diário carioca enquadra o presidente como uma variável indesejável e perigosa para a Nação. 
O texto qualifica as novas quebras de decoro do presidente como um fator de risco para o País. Fala sobre “Má educação”, “fixação escatológica”, “má educação e inconveniência” de alguém que “não se adequa à liturgia e representatividade do cargo que passou a ocupar.
E fecha texto alertando: “o presidente se torna um risco para o País”. 
A jornalista Miriam Leitão (cuja única crítica que conseguia formular ao candidato Bolsonaro era de que “nada se sabe sobre seus projetos de economia”) agora é mais enfática: para ela, o capitão da reserva virou “empecilho para a retomada da economia brasileira”. Por que? Porque estabelece prioridades como cortar o cabelo e furar reuniões com chanceler francês, atacar a Alemanha e insultar argentinos.
“É com erros assim que Bolsonaro vai erodindo a confiança na economia”, dispara a veterana jornalista que acreditava que bastaria a presidenta Dilma fosse tirada do Poder pelas pedaladas fiscais para o “mercado” renascer das cinzas, tal como uma Fênix.
Bolsonaro pode ser criticado por qualquer coisa, menos pelo seu “sincericídio”: em toda sua vida política e, principalmente na campanha eleitoral, jamais escondeu o que pensa. Suas atitudes toscas e intempestivas sempre foram propositalmente disparadas para câmeras e microfones. Afinal, ele se tornou um meme vivo que, como tal, não se rege pelo princípio de sedução como na velha propaganda política.
                  Memes não seduzem. Memes “mitam”, “lacram”.


Memes não seduzem, lacram...

 Enquanto era conveniente para afastar Lula e o PT (afinal, sobrou apenas ele mesmo para desempenhar esse papel), editorialistas e colunistas da grande mídia silenciaram. 
Ou fizeram até mais, para protege-lo de si mesmo: ao perceberem que a última esperança branca era uma figura irremediavelmente tosca e autoritária, resolveu poupá-lo ao máximo, com a estratégia do discurso indireto - locutores, apresentadores, repórteres e colunistas passaram a falar por ele para esconder do resto do público o discurso bárbaro. Afinal, como uma espécie de meme ambulante, as lacrações de Bolsonaro eram apenas para consumo interno dos convertidos à camisa amarela que urravam por “golpe militar constitucional” nas domingueiras.
Tudo isso demonstra que vivemos um acirramento da guerra criptografada, que cada vez mais confunde o público. E principalmente as esquerdas.
O objetivo dessa estratégia semiótica é criar a aparência de que a grande mídia está jogando Bolsonaro ao mar, de que esgotou a paciência com suas escatologias (afinal, falar de “cocô dia sim, dia não” saído da boca presidencial não pega bem para as crianças na sala diante da TV) e de que, com apenas oito meses, esse governo parece com os dias contados. 
E as esquerdas continuam andando a reboque da pauta da grande mídia. E, por isso, se assanham: comemoram que a mídia “está abandonando a criatura” ou exultam de que “tá caindo a ficha”, com aquele tom de campeão moral: “eu bem que falei!...”.

As capas da Piauí

                  Agora observe abaixo algumas capas da revista Piauí cujo tema recorrente é Bolsonaro e seu clã:



São capas das últimas edições: números 151, 152 e a última desse mês de agosto, 155. 
Repare, atento leitor, o apuro artístico das capas da revista Piauí. São marcadas por intertextualidades como alusões, paródias, pastiches ou paráfrases.  Todos esses recursos linguísticos são agora colocados a serviço da guerra semiótica diversionista: essencialmente, desviar a atenção do distinto público.
O filho Eduardo Bolsonaro, aspirante a embaixador cujas credencial ventilada é ter sido chapeiro nos EUA, figurado numa paráfrase do quadro “O Embaixadores” (1533) de Hans Holbein; ou Bolsonaro caracterizado com um tiozão depravado nu, dentro de um overcoat, são exemplos dessa caprichada sátira. À primeira vista, parece que a Piauí é crítica, transgressiva – uma revista corajosa e independente que não poupa o próprio presidente. 
Junto com o restante da grande mídia, a revista parece também querer se descolar da figura tóxica de Bolsonaro. Mas dentro da perspectiva da guerra criptografada é simples cortina de fumaça. Por que será que todo esse esmero e criatividade artística intertextual da Piauí não relaciona o clã Bolsonaro com sua agenda neoliberal posta em prática a toque de caixa? 
Por que, ao invés de overcoats e chapas com hambúrgueres, não vemos referência a entrega dos campos de petróleo da Petrobras, a destruição do ensino público superior, a ausência de qualquer política econômica que gere empregos e inclusão, a destruição das garantias sociais e direitos trabalhistas, a venda da Eletrobrás e a entrega da Base de Alcântara aos EUA?
Ora, essa é a agenda da elite rentista brasileira. E Piauí foi criada pelo filho do banqueiro Walther Moreira Salles.
Não! Se o País está tecnicamente num quadro de recessão econômica, não se deve à política neoliberal de rifar o Estado para empurrá-lo do mínimo para o “líquido” – sobre esse conceito, clique aqui
                  Para as Capas da Piauí e editoriais da grande mídia, tudo se deve à “falta de decoro”, “má educação” e “fixação escatológica” que não infunde “confiança ao mercado” de um presidente egresso do baixo clero parlamentar.


Agenda neoliberal nunca foi boa de votos no Brasil

A “Síndrome de Vida de Inseto” das esquerdas

A elite sabe que a agenda neoliberal nunca foi boa de voto ou conduziu um candidato à vitória eleitoral no Brasil. Por isso, desde o golpe de 2016, Temer ou Bolsonaro serviram como pivôs de uma guerra semiótica criptografada para ocuparem o papel de “bois de piranha”, enquanto o saco de maldades das “reformas” é enfiado goela abaixo. E o anestésico é o gás do riso: as mesóclises mal colocadas nos discursos parnasianos do Temer; ou as escatologias e tosquices “lacradoras” de Bolsonaro.
As esquerdas, na sua “Síndrome de Vida de Inseto” (as esquerdas têm almas tão carentes e sedentas por atenção, assim como os artistas da trupe de circo explorada pela pulga-empresário P.T. Flea, na animação Pixar Vida de Inseto), sentem-se tão perdidas e sem agenda própria que se entusiasmam com um suposto arrependimento da grande mídia diante da própria criatura que pariu.
                  Carentes e sedentas por atenção, as esquerdas caem nas ilusões da vertigem criptografada das informações dissonantes, contraditórias em um conjunto midiático caótica – ora a grande mídia morde, ora assopra...



O “drama do Bem” Eu Sou Brasileiro

Se Bolsonaro acusa a Ancine (Agência Nacional de Cinema) de fomentar com dinheiro público agendas da “ditadura gay” e “comunista” e já projeta a censura na produção audiovisual brasileira, nessa semana foi lançado o filme que certamente é o protótipo daquilo que o presidente vislumbra como o futuro do cinema: o drama “do bem” Eu Sou Brasileiro.
Dirigido e escrito por Alessandro Barros, é um filme de autoajuda alinhado ao frame de nove de cada dez telejornais, quando se refere aos perrengues dos brasileiros nessa recessão econômica – logicamente, produzida unicamente pela figura “inconveniente” de Bolsonaro.
Um relato de “superação” (bem ao gosto das reportagens quando tratam de personagens das periferias das grandes cidades), depois que um acidente sabota os sonhos do protagonista se tornar um jogador de futebol profissional. Com um elenco de atores da Globo, segue o espírito de produtos globais como a telenovela A Rainha do Pedaço – o culto ao empreendedorismo e resiliência do brasileiro “que nunca desiste”.
“Na intenção de dar a volta por cima, Léo vai para o tudo ou nada!”, exorta a sinopse do filme.
Síndrome de vira-lata (jogador da quarta divisão já sabe que só se dará bem na Europa), psicologia de botequim (a ex-paquita Letícia Spiller fazendo uma psicóloga, de óculos para inspirar alguma credibilidade, destilando clichês de autoajuda) e a participação do ex-jogador Cafu tentando elevar o moral com a fala-clichê “brasileiro nunca desiste”, compõem o quadro de um filme não explicitamente político-ideológico como a série O Mecanismo ou o filme Polícia Federal – A Lei é para Todos.
Mas uma produção destacada para reforçar o imaginário nacional de conformismo e alienação, principalmente nesse momento agudo de guerra criptografada. 
                  Um mix de niilismo (o país é cronicamente inviável) com otimismo (mas o brasileiro nunca desiste) – uma síntese do espírito do tempo no qual o cinema brasileiro será obrigado a se alinhar: manter a patuleia alegre enquanto caminha para o abismo. 



A trolagem do livro com páginas em branco

Ocasionalmente surgem aqui e ali vislumbres de inteligência semiótica, na tentativa de fazer a oposição se descolar da agenda da grande mídia. Principalmente, por meio de “media prank” (pegadinhas) e “cultural jamming” (trolagens).
Desde que o então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (cansado das críticas diárias do historiador Marco Antônio Villa na rádio Jovem Pan sobre sua agenda) fez uma pegadinha trocando sua agenda pela do governador Alckmin na Internet (com resultado desmoralizador para Villa, clique aqui), este Cinegnose vem alertando para a necessidade de uma estratégia de comunicação pró-ativa das esquerdas – inspirar-se nas estratégias semióticas irônicas que já possuem décadas de ativismo – clique aqui.
A ocupação do infame tríplex do Guarujá pelo MTST e a Frente Povo Sem Medo em 2018, criando uma saia justa para a grande mídia (clique aqui); ou a estratégia de cultural jammingdo autoproclamado presidente do Brasil, o ator José de Abreu (clique aqui), são exemplos isolados de uma estratégia de guerra semiótica irônica que poderia ser potencializada contra a atual guerra criptografada.
Nessa semana foi divulgada mais uma tática isolada bem-sucedida de trolagem: um livro disponibilizado na Amazon que provocou a ira de leitores – sucesso de venda entre bolsomínios. O livro “Por Que Bolsonaro Merece Respeito, Confiança e Dignidade?”, cuja sinopse diz: “a pergunta que não quer calar o Brasil. Em meio ao turbulento momento em que vive o País...”. Gerou protestos e reclamações na página da Amazon.
  Isso porque o livro contém 198 páginas em branco e apenas duas com texto. É a própria essência da tática do cultural Jamming: embaralhar o fluxo de informação que eleva o moral das milícias digitais de Bolsonaro.
Com a repercussão nas redes sociais, o autor Willyam Thums (nome ou codinome?) mudou a sinopse e destacou “livro-sátira” como alerta aos incautos “leitores”.
  Loucos pelo seu “mito”, os bolsomínios não se contiveram e deram chiliques na Amazon e nas redes sociais. 
Tudo pode parecer politicamente conspícuo: simples entretenimento. Mas com certeza a formação de um GIS (Grupo de Inteligência Semiótica) como assessoria para variar e multiplicar ações de pegadinhas e trolagens, certamente causaria instabilidade no atual contínuo midiático. A esquerda jogaria no próprio campo simbólico do oponente: a guerra criptografada de embaralhamento das informações. 
Se é que a esquerda parlamentar tem vontade política para tanto. Parecem preferir viver a reboque da agenda midiática do seu suposto rival. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

SOCIOLOGIA - TERCEIRO ANO DO ENSINO MÉDIO - AULA 03 - BIMESTRE III - 12 e 16 DE AGOSTO DE 2019

Resultado de imagem para GÊNERO E SEXUALIDADE
AULA 3 - VIOLÊNCIA X SEXUALIDADE.


1) A sociedade contemporânea vive um surto de violência relacionada às questões de gênero e de sexualidade. Esse tipo de discriminação tem um impacto direto econômico, social e político, além de imprimir uma cicatriz urbana seríssima e de consequências nocivas. Tais questões estão imersas nas chamadas questões de gênero.

2) A partir da década de 70 do século XX movimentos sociais identitários surgiram com pautas em defesa dos direitos políticos dos mais diversos grupos minoritários, de forma que o que temos hoje é a reação, muitas vezes violenta, às conquistas históricas desses grupos em um momento de crise econômica global e de forte ataque a alguns aspectos da globalização.

3) Sexo está relacionado as características físicas do corpo, a anatomia dos órgãos sexuais. 
   Gênero, por sua vez, está relacionado a construção social e histórica do conceito de masculino, feminino e possíveis outros conceitos, uma vez que tal construção diz respeito ao que o indivíduo se identifica, ou seja, é cultural e não biológica. 
        Sexualidade é a maneira como o indivíduo racionalmente responde ao chamado biológico do sexo. A maneira como ele atende as suas necessidades de cunho sexual.

4) Na construção dessa Identidade de gênero somos influenciados por convenções, estereótipos, experiências e expectativas adquiridas em todo o processo de socialização. É a vivência da sexualidade no ambiente sociocultural com forte impacto psicológico. Não existe Ideologia de gênero, existem identidades de gênero. A não aceitação dessa condição gera forte discriminação.

SOCIOLOGIA - SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO - AULA 03 - BIMESTRE III - 12 DE AGOSTO DE 2019

Resultado de imagem para RAÇA E ETNIA
AULA 3 – RAÇA E ETNIA

1) Raça: É adaptação errada do conceito de espécie para explicar as diferenças entre grupos e pessoas baseando-se em características físicas e biológicas, ou seja, inatas. As diferenças físicas entre humanos são produtos de adaptações advindas do processo de seleção natural dentro da raça humana, única existente, a homo sapiens.
     Etnia: Superação do conceito de raça dado a grupos e suas características culturais, sociais, que se diferenciam com base em aspectos adquiridos, aprendidos e compartilhados. Não há espaço para diferenciações a partir de justificativas biológicas e raciais.

2) As Grandes Navegações jogaram o mundo num contexto de trocas culturais muito grande com intensos choques de diversidades. Como o objetivo desse movimento expansionista era a conquista de territórios e a busca de matérias-primas, o conflito entre povos foi inevitável, e certas ideias foram usadas para justificar a dominação e o extermínio de povos contra povos. Tais ideias, chamadas de eugênicas, eram baseadas nas diferenças físicas como base para as diferenças entre línguas, comportamentos e roupas entre povos. A Eugenia que fez com que teorias racistas baseadas nessas diferenças entre fenótipos como propulsoras das diferenças culturais levassem Europeus, brancos, em sua maioria cristãos, a se julgarem civilizados e superiores ao resto da humanidade durantes séculos no passado. 
   Tudo isso ocorreu antes do Surgimento da disciplina chamada: Antropologia.

3) Teorias raciais e eugênicas procuravam justificar a matança e o extermínio de povos nativos em regiões comercialmente interessantes e ricas em recursos minerais, com base na ideia de superioridade e inferioridade genética. A partir disso construiu-se o equivocado conceito de raça biológica como razão para as diferenças culturais. No Brasil colocou-se em prática a ideia de branqueamento da população, pós Abolição, aceitando-se imigrantes europeus, para supostamente impulsionar o crescimento do país. Para esses teóricos racistas a diferença entre uma pessoa honesta e um criminoso era eminentemente racial, biológica, genética, fazendo-se do racismo uma política de Estado. Essas teorias, apesar de hoje superadas, ajudaram na disseminação do  Fascismo/Nazismo no mundo. A mistura entre “raças” para esses teóricos é considerada um erro estratégico grave para uma civilização.

4) A partir da década de 1930, após movimentos culturais e políticos, o conceito de nação brasileira passou a ser construído valorizando-se a mestiçagem entre nossas etnias raízes, opondo-se ao período anterior de valorização das então teorias eugênicas. A ideia de Brasil como berço da mestiçagem ajudou a passar uma falsa imagem de tolerância racial. O país vendeu uma imagem de lar da Democracia racial, mas encobriu profundamente nossas desigualdades graves e conflitos raciais históricos.

5) O "Mito da Democracia Racial" é a constatação de inexistência de harmonia racial no país, e de que aqui há racismo estrutural proveniente de quase 400 anos de escravidão ininterruptas no país. A base histórica está na manutenção da desigualdade racial após a abolição da escravatura por conta desse racismo estrutural e práticas de preconceito da população.